Fatores interferentes na taxa de adesão à farmacoterapia em idosos atendidos na rede pública de saúde do Município de Salto Grande – SP, Brasil

  • P.R. Obreli-Neto
  • M.F. Prado
  • J.C. Vieira
  • F.C. Fachini
  • S.M. Pelloso
  • S.S. Marcon
  • R.K.N. Cuman
Keywords: Saúde do Idoso. Uso de Medicamentos. Adesão.

Abstract

O objetivo deste estudo foi determinar a taxa de adesão à farmacoterapia e identificar os fatores que interferem nesta taxa em pacientes idosos atendidos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no município de Salto Grande, São Paulo. Foram recrutados 120 pacientes idosos para participar de estudo transversal, desenvolvido no período de maio a setembro de 2009. Foi aplicado questionário para determinar a taxa de adesão (MMAS-8) e identificar as características sócioeconômicas, de saúde autorreferidas, da farmacoterapia utilizada e da satisfação dos pacientes com os serviços de saúde da UBS estudada. Um total de 102 pacientes completo o estudo, sendo que a maioria dos indivíduos apresentou taxa de adesão insatisfatória (14,7% alta adesão, 48,0% adesão média e 37,3% baixa adesão). Apresentaram forte correlação com adesão, satisfação com os serviços de saúde (r= 0,884; p < 0,0001) e o Índice de Complexidade da Farmacoterapia (ICFT) (r= - 0,705; p < 0,001). O número de medicamentos consumidos (r= - 0,604; p < 0,001), número de doenças relatadas (r = - 0,604; p < 0,001) e número de moradores por residência (r= 0,428; p < 0,001) apresentaram correlação intermediária com adesão. Foi encontrada uma correlação fraca entre adesão e escolaridade (r= 0,263; p < 0,001), raça (r= 0,090; p < 0,001), sexo (r= 0,080; p < 0,001), renda familiar (r= 0,054; p < 0,001) e idade (r= -0,090; p < 0,001). Esses resultados indicam que a população estudada não adere adequadamente à farmacoterapia, com forte influência da satisfação dos pacientes com os serviços de saúde e ICFT nesses resultados.

Published
2010-09-01
Section
Research Article